30 de setembro de 2009

Ninguém me venha dar vida

Ninguém me venha dar vida
que estou morrendo de amor,
que estou feliz de morrer,
que não tenho mal nem dor,
que estou de sonho ferida,
que não me quero curar,
que estou deixando de ser
e não me quero encontrar,
que estou dentro de um navio
que sei que vai naufragar,
já não falo e ainda sorrio,
porque está perto de mim
o dono verde do mar
que busquei desde o começo,
e estava apenas no fim.

Corações, por que chorais?
Preparai meu arremeso
para as algas e os corais.

Fim ditoso, hora feliz:
guardai meu coração sem preço,
que só quis a quem não quis.

Um comentário:

Davi disse...

O.O

Rapaz, a mulher é escrota... Dá-lhe Cecília...\o/