29 de janeiro de 2011

Desatino - Geise Cruz

Pra que falar?
Por quê mentir?
Já não te quero
E você nunca quis a mim

Porque fingir algo que não existe
Ou já deixou de existir
Porque fingir dor, amor
Ou algo assim?

- Não
Não compactuo com teus desejos
Já não quero os teus beijos
nem abraços seus

Nosso amor já se acabou
Foi como um laço,
que desatou,
desatinou os sonhos meus.

Eu sou a árvore

No tronco de uma árvore
A menina gravou seu nome
Cheia de prazer
A árvore em seu seio comovida
Pra menina uma flor deixou cair
Eu sou a árvore
Comovida e triste
Tu és a menina que meu tronco usou
Eu Guardo sempre teu querido nome
E tu?
Que fizeste da minha flor?
Letra & Música: Chico Buarque

2 de janeiro de 2011

QUANDO FUI CHUVA...

Quando já não tinha espaço, pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer,
Acomodei minha dança, os meu traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser tua
Quando já não procurava mais
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas
E, assim, no teu corpo eu fui chuva
jeito bom de se encontrar!
E, assim, no teu gosto eu fui chuva
jeito bom de se deixar viver!
Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca
E, mesmo que eu te me perca,
Nunca mais serei aquela que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela.
Letra: Luis Kiari e Caio Soh   Interpretação: Maria Gadú e Luis Kiari